Mente Iluminada | Coração Incendiado
Para lançar Luz na mente e aquecer o coração.
Thursday, May 24, 2012
SISTEMA, SISTEMA, SISTEMA
Sistema é uma conjunção de fatos controlados, previsíveis e repetitivos que dominam formas, atos e pensamentos, da religião a economia, mas que se torna invisível aos dominados exatamente por impor esta condição escravocrata na relação com seus participantes passivos e ativos. Por passivos entenda-se os que estão sob domínio; por ativos a referencia é aos que praticam, propagam e incentivam, mesmo que sem que saibam disto, a dominação sistematizadora.
Um sistema, normalmente será reproduzido por grande parte dos que estão sob ele, ou seja, por não ser percebido dominados-dominados e dominados-dominantes reproduzirão automaticamente aos que influenciam a única forma de viver que sabem e vêm, a forma que um sistema diz que existe. Não há opção, há reprodução sistemática. A variante que se apresentam nestes processos reprodutivos do sistema são apenas “novidades” do próprio sistema para se reinventar e ficar menos visível ainda. Com cara de novo, mas com a mesma alma vampiresca que parece não morrer nunca e que só sai a noite, por que a Luz lhe incomoda demais e pode até mata-lo.
Essa coisa bem Matrix esta em tudo e envolve a todos, dando-lhes de beber “do vinho da grande meretriz” (vide Apocalipse 17, embebedando, mascarando os sentidos e fazendo da não-sobriedade, da letargia, um estado permanente de alegria, de entretenimento, de saberes e de credos, frutos do domínio do sistema regido pela batuta invisível do maestro dominante.
Chegado a estes meros conceitos retirados da observação crítica, surge, imediatamente, a questão: como não viver dominado? Como sair de um sistema? Ok. Todos os que percebem que há um domínio que dita regras de pensamento, que formata a cosmovisão e que rouba sua liberdade (não falo de leis) possivelmente já iniciaram o processo de sair da caverna, ao menos apontaram os olhos para a luz da saída, antes apenas formadora das sombras que pareciam ser as únicas coisas de fato reais.
Os que dizem ver a luz e não enxergam os jogos do poder e, por isso, se mantêm aprisionados pela mente e pelas formas dominantes, apenas dizem, falam, papagaiam, imitam. Demagogos cansativos se fazem. Anunciadores do que não sabem, vagam perdidos no umbral, nas margens do Aqueronte, não sabem se vão ou se voltam, sem que saibam que nunca voltarão, dado que nunca foram. Pobres almas, não possuem nem uma moada para Caronte. São como os de Laodicéia, pobres, cegos e nús.
Todo sistema sabe que vaidade é uma arma sedutora. Alimenta isto como quem amenta a criança faminta. Fala o que se quer ouvir, faz o que se quer ver, propaga o que todos passivamente dirão “amém”. O que ele espera de volta? As mesma coisas ditas anteriormente, ou seja que se fala o que ele quer, que se faça o que lhe agrada ver, que se propague o que potencializa a passividade dominada e o carisma dominante.
Dito isso, reflita comigo partindo do conceito para a prática. Ouço muito a pergunta “você criou um novo sistema?”. As vezes ouço isto como afirmação. Na maioria das vezes não ouço, por que não querem se dar ao trabalho de ouvir a resposta. Entendam, quem se iguala aos outros, quem fala de suas fraquezas sem o “pudor virginal”, quem não vende a si, não será instrumento de dominação ao mesmo tempo quem faz o contrario destas coisas, por mais que diga que não é dominante e dominado, multiplicador de cegueira e, possivelmente, precisa desta imagem falsa para viver.
Comparemos com Jesus, com o Evangelho, o que há enquanto sistema religioso-politico-cultural e o choque sempre será grande, se de fato quisermos ver. A proposta do Evangelho de Jesus é de mudança de consciência, de mente, tudo isso motivado pelo amor a Ele e pelo outro. Sendo que, este amor não provêm da bondade humana, mas dEle em nós. Não há nada novo. É o velho e bom Evangelho, a boa nova, que liberta, que é luz, que faz o cego ver.
Cansei da demagogia hipócrita de quem denuncia um possível sistema, mas bebe das mesmas taças e do mesmo vinho da vela meretriz reinventada. Perdoe-me o desconforto, mas realmente cansei de ouvir mensagem de uma pseudo-nova-reforma. Não há o que reformar. Remendo novo em odre velho rasga o odre e faz derramar o vinho, é preciso que sejamos, cada um, pessoalmente, odres novos, para que recebamos o vinho novo e o mantenhamos incorruptível. O vinho novo conserva o odre novo. Falo de uma nova consciência, uma nova vida, transformado pelo Mestre que em Caná fez um vinho bem melhor.
Vamos protestar contra o sistema? Não! Ao menos que não seja esta a nossa motivação. Não o combater, o denunciar pelo idealismo ou pelo prazer do combate. Não gastemos tempo com aquilo que esta aí sendo o que sempre foi: o ambiente, o habitat do pai da mentira. Nosso maior protesto é o amor. Não a passividade, mas o amor que fala a verdade e abraça com graça. Não empunhemos as espadas, levantemos a paz. Denuncia-lo sim, porém que até isto seja motivado pelo amor, amor pela liberdade e misericórdia com os que não consegue ver. Que o maior esforço seja o de gastar tempo e suor na pratica do amor, na construção de amizades verdadeiras. Não elejamos inimigos, desconstruamos a inimizade pelo vinculo da paz, pelo perdão, ainda que unilateral.
No amor de Quem a liberdade é mais que ideal é realização Sua.
Saúde e Paz,
Fabio
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Thursday, May 03, 2012
O SONHO QUE NÃO GOSTARIA DE TER SONHADO
Há alguns meses tive um sonho que ainda me perturba. Não sou uma pessoa ligada à mística dos devaneios noturnos e que fica buscando interpretações e sentidos para essas experiências que, ao menos para mim, na maioria das vezes, só se justificam pelos reflexos do subconsciente. Dessa vez, no entanto, foi diferente, tão diferentemente estranho que ainda hoje, meses depois, tal experiência ainda me parece viva e angustiante.
Sonhei que fora chamado para participar de uma missão da Índia. Meu trabalho era ajudar na estruturação de uma escola em determinada cidade daquele país, onde o evangelho havia sido distorcido de forma tão agressiva que virara objeto dos maiores e mais bizarros crimes. Nessa escola nosso trabalho era tentar construir, em meio a lideres religiosos e interessados, uma consciência crítica e promover reflexões profundas sobre tudo o que estava acontecendo no universo religioso daquele país, e, nessa casa, o universo religioso era cristão. Nós, imbuídos desse esforço missionário pelo evangelho, morávamos em uma ilha e trabalhávamos no continente. A estada na ilha se justificava por questões de segurança, já que nosso trabalho era visto como destrutivo pelas grandes e poderosas lideranças locais. Vivíamos com dois dólares diários, e com isto nos sustentávamos durante o trabalho na escola, comendo e bebendo o que era possível com essa contia. Pela manhã, um pequeno barco nos levava para o continente e, à tarde, voltávamos para ilha-base.
Meu trabalho era readaptar o espaço da escola às condições que uma nova lei local exigia. Precisávamos aumentar cinquenta centímetros da área da sala que ocupávamos em um pequeno prédio na parte central da cidade. Então eu estava imbuído em desmontar uma parede de madeira e reposicioná-la cinquenta centímetros depois, isto para que a escola não fosse fechada pelas autoridades. Para tal coisa, a necessidade era de cinco dólares para a compra de parafusos, buchas e afins. Aqui começa a parte perturbante: Tentamos levantar esse valor dentre os alunos. Dissemos que não tínhamos e que se esse pequeno valor não fosse arrecadado a escola poderia ser fechada. Pasmem! Ninguém dentre os vinte e poucos alunos se moveu para ajudar. Ninguém dentre aqueles que se diziam mais conscientes do evangelho de Jesus. Tivemos que arrecadar entre nós mesmos, retirando esta contia do pouco que tínhamos para nosso sustento diário. Questionei então o porquê desta atitude dos alunos ao diretor da escola e ele me levou para ver o que estava realmente acontecendo dentre os cristãos daquela cidade. Ligou um aparelho de TV e estava ali um pregador que dizia que Deus retribuiria muitas vezes mais o que fosse ofertado a seu ministério e que, de quem não tivesse nada para ofertar a Deus, aceitaria o sacrifício de seus filhos como oferta.
Fiquei incrédulo! Não era apenas dinheiro, era a morte de crianças. Não acreditava e disse ao coordenador da escola, um homem alto, branco, com aparência anglosaxônica, que isso não poderia ser literal. Ele então me convidou para visitar uma grande “igreja”, a mesma do pregador televisivo.
Ao chegarmos lá, havia um grande altar e uma parede enorme feita de cadáveres infantis queimados ao deus do evangelho da morte e da troca. Minha reação foi o choque, a indignação, e a resposta do meu amigo foi: Fabio, aqui ninguém dá nada se nada for oferecido em troca, mas se você oferecer algum lucro são capazes de matar seus filhos e ainda acreditarem que estão adorando a Deus. Nosso desafio era maior do que eu pensava. As ideias de prosperidade, lucro e sucesso haviam gerado uma besta devoradora de cadáveres infantis, carbonizados em adoração a um ente assassino que eles chamavam de deus. Mamom era este ente. Acordei. E esta frase me persegue: “Ninguém dá nada se nada for oferecido em troca”. A imagem da parede de cadáveres também me vem à mente como se eu tivesse vivido de fato.
E uma pergunta me invade a alma: Pai, o que é isso? Perturbador é saber que hoje, não no sonho, a essência disto tudo é verdade. Falta tudo para a Verdade e para quem nada oferece em troca, quem não vende indulgências e nem se vende aos compradores insaciáveis, compulsivos no consumo da mentira.Enquanto isso há pequeninos morrendo de fome, de angústia, de dor, de falta de amor e de amigos. Encerro aqui. Não gostaria de ter sonhado isso, menos ainda de ver que este sonho é reflexo (talvez ultra dimensionado, ou seria micro dimensionado?) da realidade brasileira.
Com a alma sangrando e com amor pela Verdade.
Fabio
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Monday, March 19, 2012
ILUSIONISMO. Das mãos hábeis ao olhos tolos.
O Mágico comanda o show,
Picadeiro iluminado, a platéia na penumbra,
Muita gente pagou pra ver,
Pagou pra ser iludido, já que o que é não é o que se vislumbra,
Disso grande parte sabe, mas o show vale a pena.
Os olhos e as mentes são dele, do Mágico,
Senhor dos mistérios, sua obra é o iludir,
A música, a bruma, o cheiro, a lona, a luz tudo se soma e monta o cenário,
As mãos se movem rápido, os olhos se complicam,
Outras mãos agora aplaudem, saúdam sua pessoal incapacidade de discernir.
Neste instante o aplauso é coerente, mas pouco inocente,
Pagaram pra não saber,
- Aplaudamos quem nos cega!
Lindo espetáculo, triste visão quando o circo é a vida,
E o Mágico sou eu, é você, é o pai, o pastor, o líder, o patrão.
E o povo aplaude inculto, cego, tolo, manipulado,
A verdade é escondida, a platéia na penumbra,
O que importa é o valor, o ingresso, o preço da ilusão,
- Eu paguei, quero não ver!
O engano está nos fatos, estampados nos atos, nas cenas de um show que não vale a pena.
Pena? A pena é de morte,
Pra quem escolhe enganar,
A mesma pena esta posta diante dos que sabem, mas não querem saber,
Preferem o preço do ingresso, ver o show da ilusão do Mágico, do artista.
Os olhos tolos do iludido são as ferramentas de trabalho do ilusionista.
Fabio
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Monday, March 12, 2012
MENINA, FEMININA, MENINA
Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra, já dizia a canção.
Pensando bem este bichinho delicado dá-nos prova de força e readaptação todo mês.
Seu corpo preparado para a maternidade se refaz, para que esteja pronto novamente para esta missão divina, a vida.
Refazer-se não é fácil como processo longínquo, imagina refazer-se a cada mês.
Sensibilidade a flor da pele que faz ver o que nós, meros homens, seres dos olhos, não conseguimos enxergar, mesmo querendo.
É visão com a alma, audição intuitiva, que assusta pelas vezes que acerta o que pressupõe.
Talvez seja experiência, ou inteligência, mas desconfio que seja alma, alma de mulher.
Verás que um filho teu não foge a luta e verás que tuas filhas são as que dizem “não fuja, lute”, quando teus filhos se acovardam e choram.
Verás que tuas filhas são lutadoras corajosas e bem mais honestas na guerra.
Verás que suas armas são infalíveis, estratégicas e irresistíveis.
Mulher, teu rigor e teu amor, seriedade e serenidade, honestidade e paciência, nos captura e encanta.
Só não se deixa encantar quem se faz de rogado, de macheza estúpida se impõe pela força da, voz, do braço, do macho, do menino que quer porque quer.
Pobre imbecil, perdeu a melhor parte da vida, o caminho ao lado desta força chamada Mulher.
Minha singela homenagem,
Fabio
8/03/2012. Dia Internacional da Mulher.
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Wednesday, February 01, 2012
É PRA LÁ QUE EU VOU (AINDA ESTOU INDO)

Esse texto é um carta-bússula. Ele aponta a rota que não podemos perder. Se você se importar com o ponto de chegada, então leia-o.
Se quiser saber pra onde estou indo e se pretende andar comigo, leia-o, mas se tiver afim de ser guiado cegamente para não se sentir responsável por nada e no fim poder dizer – “fiz o que meu guru me orientou”, ou ainda -“foi o pastor que tu me destes”, te peço por favor leia, releia e leia novamente o que você começou a ler agora.
Há alguns anos que resolvi me comprometer unicamente com o Evangelho me descomprometendo com a mensagem evangélica e suas verdades feitas de mentirinhas gospel. Quem estava acostumado a me ouvir já há vários anos atrás, fosse pregando fosse no dia a dia, sabe disso. Ainda que estivesse por lá já não me sentia de lá. Então, por forças que, a priori, me pareciam circunstancias vindas de incompatibilidades de pensamentos e por não aprovar certas coisas aprovadas pelo meio, saí. Saí sem saber para onde ir (e não venha me comparar com Abraão, até porque não cheguei em Canaã). Naqueles dias pensei mesmo em não ir para lugar nenhum, ou ir para algum lugar bem longe (Pra onde tenha sol /é pra lá que eu vou). Aliás, essa era a vontade de toda a minha família. Nesse tempo foi possível perceber que a força que catapultou-me do lugar de onde saí me arremessou bem mais longe do que eu mesmo conseguia ver. Senti-me livre de todo uma mentalidade e não apenas de uma institucionalidade. Esse era (e em mim ainda é) o espírito das primeiras reuniões que fizemos lá em casa; gente que se encontrou por que já não conseguia se encontrar em igreja alguma. Muitos rotulados, excluídos, exonerados, execrados, caluniados, decepcionados e outros apenas por querem uma alternativa, mais informal para viver em comunhão com os irmãos. Então foi assim.
No dia em que propus o nome Espaço Betel para o lugar destes encontros, que até aí era minha casa também, deixei claro que a proposta era a de não levantar bandeira alguma, de não nos sentirmos dono de igreja alguma, que o Espaço Betel jamais seria nossa igreja, mas apenas nosso lugar de encontro. Dar um nome àquela iniciativa era necessário senão qualquer outro nome surgiria, e fatalmente seria A Igreja do Pr. Fabio, isso eu não queria e não quero.
Gente querida, eu estou disposto a lutar por isso! Não pelo Espaço Betel, mas pela vida baseada apenas no Evangelho e se um dia o nosso espaço nos tirar da centralidade do Evangelho de Jesus e virar nossa bandeira, nossa visão, nossa verdade, então ele terá virado nossa igreja, e eu a cobertura espiritual de vocês. Quero avisar a quem interessar possa que serei eu o primeiro a dizer “Game Over”se perceber que descambamos para o igrejismo, para o evangelicalismo, ou qualquer forma de farisaísmo egocêntrico. Sei que sempre haverá gente quem não entenderá a fundo essa iniciativa , mas creio que devemos continuar a missão, tendo esperança, acreditando no Evangelho. Acretitando também que é possível viver em amor a Cristo e só.
O Espaço Betel é apenas um lugar, não é nossa igreja. Não é casa de Deus, é a nossa casa. Espaço já designa lugar, Betel é “casa de Deus” em hebráico, o lugar abriga a “casa de Deus”. Betel , “casa de Deus”, somos nós Igreja de Jesus. Pessoas-Templos ambulantes. O lugar é nosso, nós somos Dele não do lugar.
Mas qual o problema de chamarmos o nosso espaço de igreja? Todo mundo sabe que Igreja são pessoas? Se sabem porque o uso da palavra equivocadamente? Palavras carregam consigo conceitos que vem da mentalidade do sujeito, mentalidade que não necessariamente nasceu nele ,mas que pode ter sido formada nele. Normalmente é assim, expressamos o que pensamos pelas palavras que pronunciamos reproduzindo o que aprendemos. Então “ a boca fala do que o coração está cheio”. Se palavras têm poder, é esse: elas revelam quem somos. Mas não há pecado algum em chamar o Espaço Betel nem instituição nenhuma de igreja e não serei eu que vou ficar vigiando a boca de ninguém com uma colher de pimenta pra castigar quem falou “palavrão”. Eu não sou pai de mais ninguém que não sejam meus filhos (Lucas, Rebeca e Asafe). Por isso não me preocupo com disciplinas. Que cada um vigie a si mesmo e veja se a vida que vive tem coerência com o Evangelho, se não tiver que se converta. Mas como eu gostaria que todos nós vivêssemos sendo Igreja e não simplesmente estando na igreja. O problema de acharmos que Betel é nossa igreja tende, a médio pra longo prazo, a nos igrejizar. Se isso acontecer, não vai demorar muito e alguém vai vestir a camisa, outros chamarão de betelanos os de Betel; haverá pessoas que terão “amor pela obra” já que trabalham mais que as outras, os obreiros e oficiais serão mais espirituais que os membros e os pastores serão mediadores.
Possivelmente alguém se renderá aos discursos de prosperidade e dízimos e ofertas passarão a ser obrigatório, sendo que o medo do devorador motivará os dizimistas. As pessoas desejarão cargos e postos pelo prazer de ter comando, de possuir súditos. A palavra pregada será inquestionável e ministros conduzirão o povo à adoração. O pastor será um bispo ou um apóstolo. Se este dia chegar vocês poderão me encontrar novamente na minha casa, possivelmente reunindo pessoas e dizendo que o Reino de Deus está em nós e que o que importa é vivermos o Evangelho e não sermos evangélicos. Dizendo que sou igual a vocês e que em nada tenho mais poder que qualquer um dos irmãos. Se me acharem pregando algo diferente me exortem por que enlouqueci. Mas lutarei para que nada disso aconteça, para que estas palavras não se tornem profecia. Minhas armas são o exemplo e a Palavra. Porém minha luta terá sempre um prazo, o prazo da tolerancia. Se preceber que me tornei intolerante e intoleravel, meu esforço terminará.
Só quero o que for do Evangelho, nada mais. Não queiramos oficiais, obreiros e ministros, mas queiramos servir cumprindo cada um seu papel no Corpo por amor, pois é assim o Evangelho. Não queiramos ditar o que é pecado ou não, mas cada um, com a consciência guardada pelo Evangelho se converta todo dia em alguém que aceitou a proposta livre e libertadora de seguir a Jesus. Assim, pecado é tudo o que é não segundo o Evangelho. Até nossa santidade se faz pecadora se for juiz do outro. Não nos preocupemos com números, que cheguem os que chegarem e fiquem os que ficarem, mas que todos sejam motivados pelo amor a Cristo e aos irmãos.
Ouvindo isso alguém pode dizer – “Então vale tudo?”, vale tudo que for do Evangelho e que achar coerência com Jesus, fora disso não vale. E o que farei quando achar alguém que a vida não está de acordo com o Evangelho é, no máximo, orientar que esta se afaste de atividades publicas, sem ver ninguém como “mulher imunda”. Jamais atirarei pedra alguma, não posso fazer isso, tenho pecado.
Amados, Espaço Betel é um meio e não pode nunca virar um fim. Betel é um lugar que abriga pessoas que devem querer viver segundo o Evangelho. Pessoas farão deste lugar um lugar aprazível ou transformarão esse espaço em um ídolo.Que cada um faça para si e para o próximo todo bem do Evangelho em amor e liberdade.
Antes de terminar quero só deixar um lembrete, essa não é minha visão para o Espaço Betel é apenas o viver conforme a Palavra. Se você não concorda isso não nos fará inimigos jamais, só te peço que leia o Novo Testamento e repense a vida. É o que tenho feito diariamente.
E eu continuo indo para lá onde sempre tem Sol, o Sol da justiça, o Príncipe da paz e dono da alegria, é pra lá que eu vou. Vamos juntos?
Um grande abraço aos que diante disso ainda quiserem me tolerar e aos que não quiserem também.
Saúde e Paz
Fabio
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Monday, December 12, 2011
NATAL SENTIDO
Mais uma vez o Natal está chegando. Sabendo que tal data comemorativa está longe de ser, essencialmente, religiosa ou devocional, está longe historicamente de ser o dia natalício de Jesus na terra dos homens e está longe, praticamente, de ser uma festa com fins filantrópicos e humanitários, antes é a grande e esperada celebração do comércio. Todos aguardam o fim do ano para pagar dívidas, realizar sonhos, adquirir
aquela TV de última geração, reformar a casa e etc. Tudo isso tem seu valor
e lugar em nossas histórias de vida. Consumismo à parte, presentear um filho na noite de Natal e ver o sorriso de satisfação do pequenino é
um prazer inestimável. Ainda que haja todo este apelo capitalista e que a
data não seja “a data” (o que pouco importa, porque se fosse a data exata do nascimento de Jesus já teria se capitalizado há tempos) o Natal, enquanto um dia especial do ano, nos permite (ou deveria permitir) algumas reflexões.
Particularmente tenho passados meus últimos natais com amigos, além de
familiares. Percebi o quanto estes laços de amizade se estreitaram. Experimente chamar alguém que você sabe que estará solitário
na noite de Natal a passar esta data com você. A experiência resulta em
amizade. Estes solitários do Natal muitas vezes estão perto de nós e até os
chamamos de irmãos.
Natal nos permitir refletir sobre a importância do outro. Lembrar do
nascimento de Jesus é lembrar do maior ato de doação da História,
a doação de Deus aos homens. Ele se doou para nos reconciliar consigo
mesmo. Pensemos sobre o quanto de nós temos doado ao próximo, ao necessitado, ao que tem fome. Nem o tudo que fizermos trará a solução final das crises da humanidade, mas podemos fazer um mínimo, e o Natal
é oportuno para revermos estes valores na vida e para a vida. Experimente dar um prato de comida a um faminto no Natal. Apenas experimente, isto resulta em sorrisos gratos.
Sei que estas poucas palavras soam piegas, repetitivas e chovendo no
molhado. Todos sabem disso e de muito mais sobre a data. Tudo já foi cantado e contado. Meu motivo em escrever este pequeno texto é propor que o Natal seja sentido. Sentido como reconciliação; sentido como auto-avaliação; sentido como gratidão; sentido como doação e sentido como tudo mais que, em sendo sentido, de significado verdadeiro a comemoração
do nascimento do Salvador entre os homens. Não sendo assim, o Natal não tem
sentido, por mais farta e bela que seja a noite. Não tem sentido, porque reduz à incoerência o verdadeiro sentido do dia chamado Natal: o que fez o Filho de Deus nascer entre os homens: seu amor e sua graça salvadora.
Um feliz Natal sentido é o que desejo para todos nós.
No amor de Jesus, que se deu como presente aos homens, para que haja o Seu
natal nos corações.
Fabio
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Wednesday, November 09, 2011
ENDEMONIANDO
Se eu peguei dengue, foi o diabo que me picou. Endemoniei o mosquito. Endemoniei uma política de saúde pública vergonhosa. Endemoniei o vaso de planta, a poça dágua, a piscina abandonada. Endemoniei o vizinho. Me endemoniei.
Se eu fiquei duro, sem grana, foi o diabo que me roubou. Endeminiei minha má administração. Endemoniei a possibilidade de não ter construído um caminho profissional profícuo.Endemoniei minhas escolhas. Endemoniei ainda mais a injustiça a social, já endemoniada por natureza.
Se meu casamento está em crise, foi o diabo que gerou contenda. Endemoniei meu jeito turrão, minha cabeça dura, minha possível postura egoísta. Endemoniei minha escolha. Endemoniei minha esposa.
Se não me porto direito na hora da adoração e da pregação em meio a congregacção e a experiencia comunitária, foi o diabo que me fez irreverente. Endemoniei a má educação.
Se crio intrigas e calunio os outros, foi o diabo que me levou a fazer isso. Endemoniei minha falta de ética e meu espirito de porco.
Se o político em quem votei roubou, foi o diabo que o fez roubar. Endemoniei a safadeza do ladrão. Endemoniei minha desinformação.
Se o político em quem não votei roubou, foi o diabo que fez outros votarem nele. Endemoniei todos os eleitores que não votaram como eu.Endemoniei a diversidade.
Se não gosto de determinado estilo musical, foi o diabo quem compôs a musica. Endemoniei a liberdade de gostar e desgostar. Endemoniei o respeito a liberdade.
Se olho para alguém e os pensamentos viajam para lugares impuros, foi o diabo que me seduziu. Endemoniei o desejo. Endemoniei a incapacidade de olhar para outro lado. Endemoniei a vigilância.
Se não me importo com as lágrimas e o fracasso do outro, foi o diabo que o fez chorar e fracassar, o que posso fazer se ele "deu brecha"? Endemoniei a indiferença, o egoísmo e o desamor.
Se, se, se, se.
Endemoniar a vida é fácil, difícil é viver entendendo que temos responsabilidades.
Se conheceres a Verdade ela vos libertará.
Em Cristo, saúde e paz.
Fabio
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